projetos

PROJ/IPV/ID&I/012 • Comunicação e sustentabilidade ambiental: Práticas das cidades e comportamentos dos públicos

Investigador Responsável:
Luísa Paula Augusto
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Luísa Paula Augusto
Sara Santos
Suzanne Amaro

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A responsabilidade ambiental tem assumido uma grande dimensão nos processos de gestão e de comunicação, sendo alvo de preocupação crescente de várias entidades de diferentes setores de atividade. É fundamental que as organizações repensem as suas práticas e comportamentos em relação à proteção do meio ambiente. Os municípios e as cidades reconhecem a necessidade de preocupação com a sustentabilidade das cidades, de forma a proporcionar ambientes seguros, saudáveis e que não ponham em risco o futuro dos cidadãos. Por outro lado, é um dever dos cidadãos adotar comportamentos mais ecológicos, responsáveis em termos ambientais.

A preocupação com a sustentabilidade e responsabilidade ambiental, bem como a comunicação dos territórios, das cidades, sobre os temas e iniciativas de responsabilidade ambiental e o comportamento verde dos consumidores tem despertado o interesse da academia, dando origem a um conjunto de pesquisas.

O presente projeto tem como objetivos analisar se os municípios/cidades desenvolvem práticas impulsionadoras de comportamentos sustentáveis e de que forma as comunicam; perceber que tipo de benefícios as pessoas reconhecem como estimuladores de comportamentos mais sustentáveis nos municípios/cidades e se as pessoas já têm comportamentos sustentáveis. Pretende-se analisar e comparar três países: Portugal, República Checa e Cabo Verde e seis realidades: Viseu (cidade com densidade populacional média e considerada uma das melhores cidades para viver), Lamego (segunda maior cidade do distrito), Oliveira do Hospital (cidade com baixa densidade populacional), Águeda (uma cidade pertencente à sub-região do Baixo Vouga e das mais sustentáveis do país), Praga (cidade europeia, considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis do mundo) e os municípios de Ribeira Grande, Paul e Porto Novo, na Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde (municípios com projeto para o desenvolvimento sustentável).

O projeto compreende o desenvolvimento de estudos através da análise dos materiais de comunicação das cidades/autarquias, da realização de entrevistas (às autarquias e entidades competentes), aplicação de questionários aos munícipes, residentes e turistas das cidades e municípios em estudo.

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PROJ/IPV/ID&I/018 • Avaliação Ambiental de Produtos Sustentáveis na Indústria Transformadora de Granitos (AAPSITG)

Investigador Responsável:
Maria Elisabete Silva
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Maria Elisabete Silva
Isabel Brás
José Vicente
Idalina Domingos

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A indústria associada ao setor de construção tem um impacte ambiental importante, principalmente associado ao esgotamento dos recursos naturais e à produção de resíduos. É um fato que os recursos minerais e outros materiais terão um fim anunciado na natureza num futuro próximo. Uma indústria relacionada com este setor é a produção de bancadas como parte integrante do mobiliário de cozinha e casas-de-banho, que utiliza minerais como matéria-prima. Assim, o desenvolvimento de produtos sustentáveis relacionados com esta produção é necessário e muito importante para minimizar o impacte ambiental. A produção sustentável analisa como os produtos podem trazer benefícios económicos para as empresas e, ao mesmo tempo, proporcionam benefícios ambientais e sociais para a sociedade em geral. O produto sustentável (PS) visa equilibrar as contribuições dos produtos para o lucro triplo (economia, sociedade e ambiente), criando assim valores múltiplos e compartilhados para as diferentes entidades envolvidas. Uma definição geral de um PS poderia ser: um produto projetado, fabricado, usado e descartado de acordo com critérios de eficiência económica, ambiental e social, que maximizam os benefícios líquidos entre gerações, minimizando o impacte durante o ciclo de vida. A avaliação do ciclo de vida (AVC) é uma das ferramentas analíticas mais importantes para fornecer a base científica de soluções de engenharia para a sustentabilidade, tanto durante a fase de projeto (eco-design) quanto durante todo o ciclo de vida. Com a aplicação da ACV, é possível otimizar os aspetos desde a extração de matérias-primas até a disposição final dos resíduos. A aplicação da ACV não atende apenas às exigências dos consumidores por produtos ecologicamente corretos, mas também aumenta a produtividade e a competitividade dos produtos sustentáveis. Em resumo, pode-se afirmar que a aplicação da ACV é fundamental para a sustentabilidade e melhoria dos produtos sustentáveis no âmbito das atividades industriais de produção de bancadas. Este setor será o foco do presente estudo, pelo que será aplicada a ACV a um novo produto de bancada, o qual é produzido utilizando como matérias-primas os resíduos resultantes do processo tradicional de produção de bancadas, comparando com o produto tradicional. Deste modo, pretende-se certificar a sua sustentabilidade, pelo que será elaborada a respetiva declaração ambiental do produto. Este produto pode ser considerado como um Eco-Produto, uma vez que incorpora resíduos ou subprodutos resultantes da produção de bancadas na sua composição. As 4 fases principais da metodologia de ACV serão implementadas, como a definição de objetivos e âmbito, análise de inventário, avaliação de impacte e interpretação dos resultados para este novo material, comparando com o produto tradicionalmente produzido nas fábricas colaborativas do presente projeto.

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PROJ/IPV/ID&I/007 • Sistema Inteligente de Controlo de Planos Alimentares para o Desporto

Investigador Responsável:
Carlos Cunha
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Rui Pedro Duarte
Valter Alves

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A recente explosão na procura de atividades desportivas, motivada por um aumento generalizado da perceção da importância de manter a boa forma física, por campanhas especificamente dirigidas ao combate ao sedentarismo, e pelas oportunidades criadas pela divulgação de modalidades desportivas menos conhecidas, trouxe para primeiro plano questões fundamentais como a correta nutrição dos seus praticantes. As várias instituições ligadas à prática de atividade física que entretanto floresceram, têm vindo a integrar estas preocupações no âmbito da sua atuação, incluindo por via dos seus nutricionistas.

Para um nutricionista, a elaboração e acompanhamento de um plano alimentar alinhado com as necessidades do indivíduo apresenta dois problemas importantes: 1) a obtenção de dados biométricos, hábitos alimentares e os consumos energéticos, para a criação do plano alimentar, e 2) o acompanhamento da execução e a adaptação dinâmica do plano alimentar.

A nutrição desportiva é uma das áreas mais complexas da nutrição, uma vez que requer a observação de um conjunto de métricas bastante abrangente, englobando os aspetos físicos do atleta, a sua atividade física e os seus hábitos alimentares. A utilização de dispositivos de medição para determinados parâmetros da atividade física representa uma prática comum dos atletas. A integração dos dados recolhidos automaticamente por esses dispositivos com outros dados não observáveis diretamente, como é o caso dos hábitos alimentares e das métricas subjetivas, são uma vertente da complexidade da criação de um registo global que possa ser utilizado pelo nutricionista durante a elaboração do plano alimentar. Também, numa fase posterior à da elaboração do plano alimentar, poderá surgir a necessidade de o adaptar. Por exemplo, as variações de temperatura ou de intensidade física podem implicar alterações momentâneas das necessidades energéticas ou de hidratação de um indivíduo. Em tais situações, os dados recolhidos pelos dispositivos poderiam ser usados para ajustar dinamicamente o plano e enviar alertas, informando o desportista da necessidade de ingerir alimentos ou água no momento certo.

Os objetivos deste projeto incluem a criação de a) uma aplicação Web em que o nutricionista possa registar e acompanhar planos alimentares e b) uma aplicação móvel destinada aos desportistas, que possa recolher dados fornecidos pelos dispositivos inteligentes ou introduzidos manualmente, e onde se possa consultar o plano alimentar e receber notificações. Em termos científicos, o projeto contempla a criação de modelos inovadores de adaptação de planos alimentares recorrendo a algoritmos de machine learning e a abordagens de integração, pré-processamento e avaliação da qualidade dos dados recolhidos pelos dispositivos externos.

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LIFE18 ENV/PT/000361 • LIFE LANDSCAPE FIRE – New methodologies

Duração: 2019 – 2024

Membros da equipa do CISeD
António Figueiredo
Carlos Pereira
Elisabete Silva
Isabel Brás
Rui Duarte
Serafim Oliveira

Entidades financiadoras:
UE através do programa LIFE

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Este projeto tem como objetivo o desenvolvimento de medidas, de grande escala, de prevenção contra os incêndios florestais, a conservação da biodiversidade, o aumento da resiliência florestal, a capacitação dos decisores relativamente aos benefícios da prevenção, bem como, a identificação de um conjunto de opções e medidas de adaptação local que irão permitir identificar e propor ações de redução da vulnerabilidade territorial atual e futura da região.

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591998-EPP-1-2017-1-CZ-EPPKA2-SSA-B • DRIVES – Development and research on innovative vocational educational skills

Duração: 2018 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Carlos Pereira
Daniel Gaspar
Paulo Moisés Costa
Serafim Oliveira

Entidades financiadoras:
FCT

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O projecto investiga os tipos de estratégias de descarbonização que cumprem o Acordo de Paris, cuja implementação requer a transformação de vários sectores para além da energia, como a mobilidade, construção, agro-alimentar e indústria. Essa transformação sectorial coloca desafios ao desenvolvimento dos países e das regiões, que se tornaram particularmente prementes numa altura em que os estados têm de acelerar a transição de baixo-carbono com as finanças mais fragilizadas e com a necessidade de relançamento económico, depois da crise pandémica. A investigação combina teorias das transições sociotécnicas e da geografia económica para identificar as estratégias de transição de baixo-carbono com maior potencial transformador e investigar como os países e regiões se preparam para essa transformação. O foco desta pesquisa é no tipo de estratégias de transição que são mais benéficas para a economia, ou seja, que têm capacidade para gerar mudanças nos outros sectores. O projecto estuda as possíveis direções da transição e a sua capacidade transformadora, avalia até que ponto o sistema se está a preparar para esse modo de transição e identifica as áreas que estão a liderar ou a atrasar a mudança. Esta investigação irá ainda identificar padrões de transformação para modos de consumo e produção sustentável a emergir a nível empresarial, e compará-los com as estratégias de descarbonização prescritas na literatura. Os resultados irão contribuir para a discussão sobre os processos e modos de condução das transições sustentáveis associados a diferentes características económicas das regiões. O projecto irá ainda contribuir para a discussão sobre a influência do contexto como facilitador ou limitador de alguns tipos de estratégias de descarbonização, assim como permitirá identificar dimensões chave sobre as quais as políticas podem intervir de modo a amplificar o efeito das transições na transformação estrutural a nível nacional e regional

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PDR2020-101-FEDER-032043 • ClimCast – Os novos desafios do souto no contexto das alterações climáticas

Duração: 2018 – 2021

Membros da equipa do CISeD
Isabel Brás

Entidades financiadoras:
PDR2020;
PRORURAL+;
PRODERAM2020;
PORTUGAL2020;
Fundo Europeu de Agrícola de Desenvolvimento Regional

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Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar

A produção da castanha é fortemente condicionada pelas condições meteorológicas médias e extremas verificadas durante o seu ciclo anual. As doenças e pragas que afetam e dizimam os castanheiros estão também associados condições ambientais específicas. Assim, o potencial económico e a estratégia de desenvolvimento da Fileira da Castanha em Portugal enfrenta as dificuldades resultantes da variabilidade climática e das alterações climáticas (ver anexo técnico). As projeções de clima para o futuro em Portugal sugerem mudanças significativas nos valores médios (temperatura e precipitação mensal e anual), na variabilidade e na magnitude e frequência de eventos extremos (e.g., precipitação intensa, seca, ondas de calor, etc.). Esta iniciativa surge no contexto da estratégia de crescimento da Fileira (aumento da área de produção) e tem como objetivo fornecer um conjunto de produtos de suporte à decisão política e de apoio às associações de produtores. Alterações climáticas observadas atualmente e projetadas para o futuro, como o aumento global da temperatura do ar e alterações no regime de precipitação, terão entre outros efeitos, um forte impacto no coberto vegetal, extremamente dependente das condições atmosféricas.

O castanheiro apresenta fragilidades decorrentes da pouca tolerância à conjugação dos stresses hídrico e térmico que resultam na perda de vigor e produtividade bem como um aumento anormal da taxa de mortalidade de árvores. De facto, dados recentes do INE para o período entre 2000 – 2015 revelam que a produção de castanha:
(i) diminuiu de 33 000 para 24 000 ton, apesar do aumento da área de cultivo de 29 000 para 35 000 ha; e,
(ii) apresenta elevada variabilidade interanual com os casos extremos claramente associados à ocorrência de episódios climáticos extremos durante a estação de crescimento.

Para além disso, há que ter em conta as ameaças bióticas e abióticas, responsáveis por flutuações indesejáveis no mercado do fruto (produção e cotação), que constituem sérios problemas à indústria de processamento da castanha. Apesar desta situação, o setor apresenta uma forte dinâmica de crescimento refletida num plano estratégico, enquadrado na proposta do grupo europeu da castanha, para contrariar a diminuição da produção de castanha na Europa, no sentido de aumentar a área de produção para 50 000 ha até 2020. Esta iniciativa/proposta surge no sentido de aproveitar a oportunidade da estratégia de desenvolvimento do setor e, no contexto de alterações climáticas.

Objetivos visados
Num quadro de forte dinâmica de crescimento de áreas de novas plantações é urgente dar informação precisa aos potenciais investidores sobre o modelo de cultura. Pretende-se caracterizar as regiões do ponto de vista das condições climáticas presentes e futuras bem como fornecer um conjunto de parâmetros bióticos e abióticos climaticamente influenciáveis que permitam aos técnicos e produtores tomar as melhores decisões decorrentes das alterações climáticas, nomeadamente, adaptar, com sucesso, os soutos existentes às novas condições edafoclimáticas e definição das novas áreas de cultivo, visando manter os níveis adequados de produção de castanha.
Os objetivos do ClimCast incluem:

– Comparar comportamento do conjunto das variedades recomendadas para cada DOP em locais com condições climáticas contrastantes;
– Monitorizar a evolução dos solos onde serão feitas as plantações, dada a dependência das suas características físico-químicas e biológicas com as condições meteorológicas e climáticas, nomeadamente da temperatura e precipitação;
– Implementar o sistema de monitorização climática ClimCast a partir de cada uma dessas unidades de demonstração, que permitirá recolher informação detalhada em cada SD, melhorar o conhecimento da relação entre as condições meteorológicas e o castanheiro e que será o embrião de uma futura rede de avisos para o castanheiro;
– Identificar as variáveis meteorológicas, índices de deteção remota e outros parâmetros (e.g., índices de seca) com maior potencial preditivo da produtividade da castanha em Portugal;
– Caracterizar climaticamente as principais regiões produtoras de castanha, nas condições atuais e de clima futuro para permitir selecionar a melhor variedade para cada situação edafoclimatica;
– Mapear as regiões produtoras e potencialmente produtoras de castanha em função das suas características climáticas e consequente aptidão para a produção de castanha, criando uma graduação da situação de risco da cultura;
– Desenvolver modelos climáticos de produtividade e carta de produção potencial da castanha em Portugal;

E, finalmente, produzir um manual de boas práticas de cultura da castanha, no contexto de alterações climáticas, destinado aos produtores deste sector.

Sumário do plano de ação
Os novos desafios para o souto no contexto de alterações climáticas. O potencial económico e a estratégia de desenvolvimento da Fileira da Castanha em Portugal enfrenta várias dificuldades resultantes da variabilidade e das alterações climáticas. A produção da castanha é fortemente condicionada pelas condições meteorológicas médias e extremas verificadas durante todo o seu ciclo anual. As doenças e as pragas que afetam e dizimam os castanheiros bem como a presença das podridões e pragas nos frutos estão também associados condições ambientais específicas. As projeções de clima para o futuro em Portugal sugerem mudanças significativas nos valores médios (temperatura e precipitação mensal e anual), na variabilidade e na magnitude e frequência de eventos extremos (e.g., precipitação intensa, seca, ondas de calor, etc.). Esta iniciativa surge no contexto da estratégia de crescimento da Fileira (aumento da área de produção) e tem como objetivo fornecer um conjunto de produtos de suporte à decisão política e de apoio às associações de produtores.

Pontos de situação / Resultados
As ações do GO centram-se em dois grandes eixos:
1) Instalação de soutos demonstração acompanhados da instalação de Estações meteorológicas
2) Modelação climática.

Em relação ao ponto 1, começamos por salientar que a data de inicio do GO acabou por condicionar a instalação dos soutos. Na verdade a primeira reunião geral do GO foi a 13 de janeiro de 2018, data em que apesar do adiantado da época para preparar plantações se decidiu avançar. Veio mais tarde a verificar-se não ter sido a melhor opção porque as plantações foram feitas a partir de inícios de março, tendo-se verificado bastante insucesso nos pegamentos conforme reportado nos relatórios. Daí para cá, fizeram-se as replantações e foram feitas as primeiras enxertias em 2019. Estamos ainda numa fase de reenxertias, embora se tenha já começado a retirar informação dos soutos.
Em relação ao ponto 2, os trabalhos de modelação estão numa fase bastante avançada, havendo já modelos de previsão de produção, baseados em histórico de dados climáticos, com grau bastante grande de fiabilidade. Em relação aos dados das estações meteorológicas estão a centralizados, estando articulado todo o processo.

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