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PROJ/IPV/ID&I/005 • iPV with Health Plus: Dinâmicas e estratégias de inclusão para a promoção e literacia em saúde no ensino superior

Investigador Responsável:
Carlos Albuquerque
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa
do CISeD

Isabel Paula Lopes Brás

Entidades financiadoras:
CGD; PV

Este projeto transdisciplinar de investigação-ação prevê o desenvolvimento de dinâmicas e estratégias inovadoras de promoção de saúde alicerçadas num paradigma salutogénico que procura capacitar a pessoa na gestão dos seus recursos de saúde e na melhoria da sua literacia em saúde. Parte de uma necessidade territorial identificada e discutida com os stakeholders locais (profissionais de saúde e comunidade académica) face à inexistência de uma estratégia inclusiva, criativa, dinâmica e concertada de promoção de comportamentos salutogénicos na comunidade discente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV).

Atendendo à experiência da equipa de investigação na conceção e implementação de programas de promoção de saúde e de soluções tecnológicas aplicadas aos cuidados de saúde, esta necessidade foi assumida como uma oportunidade de trabalhar em rede e aproveitar sinergias entre diversos parceiros da área clínica, do ensino e da investigação.

O objetivo principal do projeto “iPV with Health Plus” consiste no desenvolvimento, implementação e avaliação de um programa integrado e institucional de promoção de saúde, criando recursos e estruturas organizacionais para apoiar estes processos junto da comunidade estudantil do IPV.

Estruturado em 10 tarefas complementares, este projeto surge alinhado com as recomendações e desafios plasmados no atual Plano Nacional de Saúde, assente nas mais diversas directrizes internacionais, destacando-se a aposta num sistema de vigilância epidemiológica dos determinantes de saúde, com reforço das estratégias organizacionais e da cultura institucional no domínio da saúde. Assim sendo, suportados por um sólido trabalho em rede entre instituições de ensino superior e cuidados de saúde primários, o projeto “iPV Health+” irá proceder à monitorização dos determinantes em saúde dos estudantes do IPV, à avaliação das suas necessidades em saúde, à criação do um Observatório do Estado de Saúde dos Estudantes do IPV e à criação do Grupo de Promoção da Saúde, promovendo uma atuação integrada, multidisciplinar e multidimensional no domínio da promoção da saúde junto da comunidade estudantil do IPV. Para este desiderato, a equipa de investigação irá também desenvolver e avaliar um programa de intervenção inovador e inclusivo que, com recurso a tecnologias interativas (app), promova, de forma estruturada, a literacia em saúde e os comportamentos saudáveis.

As expectativas de impacto deste projeto superam claramente as questões relacionadas com a produção científica e disseminação do conhecimento. Pretende-se contribuir de forma sustentada, inclusiva e duradoura para a conceção e implementação de respostas organizacionais centradas na promoção de comportamentos salutogénicos, criando interfaces tecnológicos e estruturas que permitam agilizar os processos de monitorização, intervenção e acompanhamento dos estudantes do IPV no âmbito das suas necessidades de saúde, projetando a instituição, desta forma, para um patamar de referência nacional.

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PROJ/IPV/ID&I/019 • WASTECLEAN – Integração de desperdícios agroalimentares ricos em compostos fitoquímicos e bioativos numa agricultura

Investigador Responsável:
José Luís Pereira
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Isabel Paula Lopes Brás
Maria Elisabete Ferreira Silva
Rui Pedro Duarte

Entidades financiadoras:
CGD; PV

Na última década a agricultura sustentável tem ganho ênfase. Para o desenvolvimento deste tipo de agricultura é necessário a procura de práticas agrícolas que permitam melhorar a produção e reduzir o impacto negativo no ambiente. Uma dessas práticas passa por reutilizar os resíduos da produção agroalimentar. Muitos desses resíduos são ricos em compostos fitoquímicos (lenhinas, celuloses, hemiceluloses e polifenóis) que, quando adicionados ao solo o podem melhorar. Contudo, muitas vezes a aplicação direta desses resíduos ricos em polifenóis. A compostagem é uma prática que poderá resolver essa problemática. Contudo, o processo de compostagem também está associado ao aumento da emissão de gases com efeito de estufa (GEE), embora esta emissão de GEE esteja muito dependente das características físico-químicas dos materiais que são compostados.

Um outro resíduo da produção agroalimentar que quando aplicado diretamente ao solo pode induzir poluição são os efluentes pecuários, em particular o chorume animal. Através deste são libertados para o solo (e posteriormente para as plantas) elevadas quantidades de gene resistentes a antibióticos e há também a presença de vírus da hepatite E. Uma forma de valorizar estes chorumes é fazendo a aplicação de carbonáceos (biochar), pois há indicação de que a aplicação do biochar pode mitigar a transferência destes agentes microbiológicos para o ambiente.

Assim, importa caracterizar os principais subprodutos/resíduos da região, nomeadamente determinar quantidade em polifenóis, taninos, celuloses, hemiceluloses das principais produções agrícolas da região (engaço de uva, rama de oliveira, lenhas de poda, resíduos de brássicas e bróculo, resíduos da produção de castanha, resíduos de planta aromáticas). Avaliar a evolução destes compostos ao longo do processo de compostagem e avaliar também a emissão de GEE e tentar relacionar a emissão de GEE com a composição química dos materiais. Importa também avaliar posteriormente, a aplicação do compostado resultante, no solo, e o se efeito no desenvolvimento e produção de uma cultura hortícola.

Sendo uma região rica em produção animal, importa também valorizar os seus resíduos, nomeadamente a utilização de chorume. É premente utilizar práticas de higienização dos chorumes para evitar contaminações no solo. Assim, propomo-nos avaliar o efeito do biochar como prática de higienização e ao mesmo tempo avaliamos a sua eficácia na redução da emissão de GEE.

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CENTRO-08-5864-FSE-000031 • Forest4Future: PP 21 – Projeto Piloto de valorização económica da pinha e do pinhão da Região Centro (VEPP)

Duração: 2020 – 2023

Membros da equipa do CISeD
António Figueiredo
Carlos Pereira
Edmundo Marques
Elisabete Silva
Olga Contente
Serafim Oliveira

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POCH‐04‐5267‐FSE‐000818 •
Formação de docentes e outros agentes de educação e formação

Duração: 2020 – 2023

Membros da equipa
do CISeD

Rui Duarte

Entidades financiadoras:
POCH; PORTUGAL2020; Fundo Social Europeu

Objetivo Principal • Qualidade e inovação do sistema de educação e formação

Principais Indicadores
120 • Número de participantes em ações de formação de docentes e outros agentes de educação
12 • Número de turmas ou ações de formação
80% • Percentagem de formandos (docentes ou outros agentes de educação ou formação) originários de instituição de ensino superior
20% • Percentagem de formandos (docentes ou outros agentes de educação ou formação) originários de instituição de ensino profissional

CENTRO-04-3928-FEDER-000028 • Valorização da Fileira do Vinho na Região Centro

Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Ana Matos
Carlos Quental

Entidades financiadoras:
CENTRO2020; PORTUGAL2020; Fundos Europeus Estruturais e de Investimento

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Promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade laboral. A concessão de apoio ao crescimento propício ao emprego através do desenvolvimento do potencial endógeno como parte integrante de uma estratégia territorial para zonas específicas, incluindo a conversão de regiões industriais em declínio e desenvolvimento de determinados recursos naturais e culturais e da sua acessibilidade.

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PROJ/IPV/ID&I/013 • FZ – Farinha de zângão: Inovar no produto e na proteção da colmeia

Investigador Responsável:
Cristina Isabel Amaro da Costa
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Bruno Morgado Ferreira
Pedro Manuel Reis
José Luís Abrantes

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A produção de insetos tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante para obtenção de fontes alternativas de proteína para alimentação animal e humana. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece o uso de insetos como uma alternativa sustentável de produção animal e recomenda o recurso a insetos como fonte nutricional para animais e para humanos desde 2010. Em Portugal, o sector da produção de insetos tem vindo a crescer, e para além da apicultura tradicional, têm surgido algumas iniciativas para a produção de insetos para alimentação animal e humana, utilizando o grilo ou o tenebrio.

Atualmente, a sobrevivência da abelha doméstica, e da apicultura, depende de forma crítica do maneio adequado das doenças que a afetam, em particular a varroose, uma doença endémica em Portugal que origina graves prejuízos económicos. Apesar de nos últimos anos esta doença ter sido alvo de controlo oficial, com recurso à utilização de métodos químicos, existem também métodos de proteção alternativos que podem utilizados e que apresentam resultados muito satisfatórios, como é o caso da técnica de remoção de quadros de zângão.

Esta técnica consiste na colocação de quadros com cera moldada com alvéolos de zângão no ninho, alvos preferenciais do ácaro e na sua retirada quando os alvéolos se encontrarem operculados. As larvas de zângão removidas através desta técnica, não têm até ao momento qualquer utilização, mas podem ser aproveitadas para alimentação e constituir mais uma fonte de rendimento da colmeia.

Uma forma de aproveitamento das larvas de zângão será através da produção de farinha com elevado teor de proteína de origem animal, rica em fibras e micronutrientes como cobre, ferro, magnésio, manganês, fósforo e zinco que poderá ser utilizada no fabrico de pão, à semelhança do que já é feito com o grilo ou o tenébrio.

Para além dos fatores técnicos que podem comprometer esta inovação, quer ao nível da produção de zângãos quer da sua transformação e aproveitamento, importa compreender o comportamento dos consumidores face ao consumo de insetos e seus produtos, e a sua disposição a pagar, já que em Portugal, este é um setor quase inexistente e o consumo de insetos para fins de alimentação humana não faz parte da dieta mediterrânica.

O projeto ‘FZ – Farinha de zângão: inovar no produto e na proteção da colmeia’ tem, assim, os seguintes objetivos: (1) contribuir para a redução dos prejuízos causado pela varroose e do uso de medicamentos veterinários; (2) aproveitar e valorizar os zângãos para usos alimentares, aumentando o rendimento da atividade apícola e disponibilizando um conjunto de produtos alimentares, à base de farinha de insetos rica em proteína animal; (3) estudar o comportamento do consumidor face ao consumo de insetos e produtos derivados e avaliar os benefícios para o ambiente e saúde pública através da estimação da sua disposição a pagar por estes produtos.

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PROJ/IPV/ID&I/025 • Da ludicidade do videojogo ao desenvolvimento comunicacional da criança com autismo

Investigador Responsável:
Valter Alves
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Valter Alves
Rui Pedro Duarte
Frederico Fonseca
Ana Cristina Bico Matos

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) afeta os seus portadores ao nível do processamento sensorial, condicionando-lhes o desenvolvimento de competências de comunicação e interação social. Contudo, são escassas as ferramentas digitais que permitem estudar esta perturbação. É sabido que crianças com PEA são atraídas pelas tecnologias e nomeadamente por videojogos. O funcionamento previsível e constante dos componentes tecnológicos, o apelo visual e os desafios associados costumam ser muito apreciados. Além disso, é típico que os videojogos permitam que o indivíduo jogue sozinho, o que serve o perfil deste público. A utilização de videojogos por pessoas com autismo tem desempenhado um papel relevante e existem estudos que a correlacionam com um desenvolvimento cognitivo superior. Mesmo assim, as soluções existentes especificamente desenvolvidas para este público têm objetivos explicitamente pedagógicos, comprometendo sistematicamente a vertente lúdica. A presente proposta distancia-se dessa pretensão, focando-se em aspetos puramente lúdicos mas que são desenhados de modo a conferir maior eficácia aos jogadores que adotem comportamentos comunicativos com outros utilizadores. Como parte integrante do projeto, encontram-se especificados diferentes cenários de utilização concebidos de modo a permitir que observadores recolham dados com valor científico, com vista a melhor compreender os distúrbios associados. Em primeira mão, pretende-se analisar a influência da proximidade física entre os jogadores, em diferentes condições de familiaridade e das suas competências relativas. Pretende-se também estudar o impacto da repetição da experiência, tanto em termos do desempenho dentro do jogo como no contributo para o relacionamento entre os participantes e, eventualmente, com terceiros. É também objetivo verificar de que modo a utilização de sistemas de realidade virtual imersivos pode impactar os resultados nos diversos cenários.
Para o desenvolvimento do videojogo serão utilizadas metodologias ágeis, no sentido de o produzir de forma incremental e suportada por testes recorrentes que permitam que vá sendo validado à luz dos objetivos pretendidos. Por via dos parceiros deste projeto, poder-se-á contar com um número muito considerável de potenciais utilizadores, o que se revelará instrumental não só para estes testes como para a qualidade científica dos resultados finais obtidos.

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