[2020-2022]

PROJ/IPV/ID&I/030 • JASM – Janela aberta sobre o mundo: Línguas estrangeiras, criatividade multimodal e inovação pedagógica no ensino superior

Investigador Responsável:
Véronique Delplancq
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Isabel Oliveira

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A inovação pedagógica está no centro das prioridades do ensino superior (ES), com a preocupação em renovar as suas práticas no intuito de motivar os estudantes e de proporcionar experiências adaptadas à realidade profissional. O aperfeiçoamento nas línguas estrangeiras (LE), sobretudo com estudantes que não seguem formação em línguas, não escapa a este questionamento, até porque as competências em LE no mundo do trabalho são reconhecidas por unanimidade como vitais, sendo por isso, de pleno direito a sua inclusão nos planos de formação. A abordagem pelo recurso da pedagogia de projeto, numa perspetiva de interdisciplinaridade e de trabalho colaborativo, com recurso à multimodalidade na comunicação, é uma aposta consistente para trabalhar as várias dimensões da linguagem em francês e inglês, nas suas ligações com as representações mentais. O projeto JASM visa desenvolver uma experiência de pedagogia ativa na Escola Superior de Educação de Viseu, com alunos do curso de 1º ciclo em Comunicação Social, inscritos nas várias unidades curriculares de LE no sentido de promover a aquisição de competências multilingues e o desenvolvimento duma consciência plurilingue graças à mobilização das várias dimensões da linguagem (estética e emocional, para além da cognitiva), num trabalho criativo, colaborativo e interdisciplinar.
Destaca-se neste projeto a questão da interdisciplinaridade, aliando as LE à arte digital.
Palavras chave: inovação pedagógica, ensino superior, pedagogia de projeto, línguas estrangeiras e diversidade linguística e cultural, criatividade artística multilingue e multimodal, trabalho colaborativo e cooperativo, estética e emoção.

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PROJ/IPV/ID&I/023 • Mini-Olimpíadas Experimentais de Ciência

Investigador Responsável:
Maria Paula Carvalho
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Isabel Brás
Ricardo Gama

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A importância da educação em ciências está amplamente retratada na literatura. Há mecanismos nacionais e internacionais que avaliam os sistemas de ensino e as competências científicas dos alunos(1,2,3). As Olimpíadas de Ciência são também uma excelente ferramenta para diagnosticar problemas intrínsecos no processo ensino-aprendizagem e para ajudar a promover a ciência(4,5). Nesta competição os alunos realizam 2 provas: teórica e experimental. A prova experimental possibilita a avaliação das competências operacionais (saber-fazer) que não são avaliadas, por exemplo, nos estudos PISA e TIMSS.

Este projeto é motivado a partir de um estudo(5) que mostra que os alunos portugueses, no final do ensino secundário, têm apresentado deficit de competências experimentais quando participam nas Olimpíadas Internacionais. Mesmo sendo submetidos a um treino intensivo nos meses antecedentes às competições internacionais não conseguem desenvolver algumas das competências exigidas. É necessário promovê-las o mais precocemente ao longo de todo o percurso escolar. Assim sendo, desenhámos um estudo piloto para implementar as Mini-Olimpíadas Experimentais de Ciência, no âmbito da disciplina de Estudo do Meio do 1ºCiclo do Ensino Básico (CEB). O estudo terá como objetivos: avaliar a exequibilidade das Mini-Olimpíadas ao nível do 4º ano; sinalizar as necessidades dos professores para a prática do ensino experimental das ciências; investigar o potencial das Mini-Olimpíadas para avaliar as competências de ciência, teóricas e experimentais, dos alunos no final do 1º CEB; investigar o potencial das Mini-Olimpíadas para estimular o pensamento autónomo e a criatividade dos alunos; motivar alunos e professores para novos desafios científicos e ajudar a despertar vocações. Esta investigação realizar-se-á nos 5 Agrupamentos de Escolas do concelho de Viseu, no ano letivo 2020/21, e envolverá diretores, professores e alunos do 4º ano. Inicialmente será feito um levantamento de informação sobre os recursos de cada escola para a prática da educação em ciências. Prossegue-se para o desenvolvimento e aplicação das provas olímpicas e após o tratamento dos dados serão divulgados os resultados.

Com as conclusões serão apresentadas sugestões para o ensino das ciências no 1ºCEB.
O estudo será realizado em cooperação com a Ciência Viva, as Sociedades Portuguesas da Física, da Química e da Geologia, a Ordem dos Biólogos, a Association of Polar Early Career Scientists e a International Association for Geoethics.

Em suma, o projeto é único, porque não há em Portugal as Mini-Olimpíadas Experimentais de Ciência no fim do 1ºCEB. O IPV será pioneiro na implementação desta competição, que se pretende expandir num futuro próximo, a nível nacional.

1 http://www.oecd.org/pisa/
2 http://timssandpirls.bc.edu/timss2019/frameworks/
3 http://www.ige.min-edu.pt/upload/Relatorios/GC_EEC_2016_RELATORIO.pdf
4 https://www.dge.mec.pt/olimpiada-da-ciencia-da-uniao-europeia-euso
5 https://estudogeral.uc.pt/handle/10316/43058

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PROJ/IPV/ID&I/020 • AppSaúde: Empoderar para melhor viver

Investigador Responsável: Manuela Ferreira
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Carlos Quental

Entidades financiadoras:
CGD; PV

Os conhecimentos sobre a saúde da população portuguesa melhoraram significativamente, contudo, os jovens requerem particular atenção relativamente, aos determinantes da saúde relacionados com o estilo de vida. A evidência científica em promoção da saúde em meio escolar, a inovação e a necessidade de recentrar a ação nos resultados implica o desenvolvimento de intervenções mais adequadas à população jovem. Além de capacitar as pessoas e as comunidades para agir, implica reconhecer as suas competências e potencialidades e facilitar as suas escolhas. Integrando uma visão alargada, cria-se o projeto AppSaúde: Empoderar para melhor viver, com a finalidade de melhorar os níveis de literacia em saúde dos jovens adultos da zona centro do país. Integra três áreas específicas: alimentação, consumos aditivos e sexualidade. São objetivos: desenvolver um instrumento que avalie o nível de literacia dos estudantes do ensino superior nas áreas da alimentação, consumos aditivos e sexualidade; monitorizar os determinantes de saúde nestas áreas e desenvolver uma plataforma web, que inclua um programa de educação para a saúde e um fórum que permita o intercâmbio de ideias entre estudantes e profissionais. O plano de divulgação de resultados e disseminação do conhecimento é consonante com a abrangência territorial alargada e corresponde aos domínios da saúde e das tecnologias aplicadas à saúde.
O impacto do conhecimento científico e tecnológico gerado pelo projeto quando disseminado contribuirá para a valorização regional e nacional, numa lógica de translação do conhecimento.
Este estudo será desenvolvido por uma equipa com elementos que já levaram a cabo outros projetos nesta área. Esta equipa, agora reforçada com o envolvimento de estudantes do IPV de 1º e 2º ciclo, é um garante do sucesso da investigação e da divulgação do IPV a nível nacional e internacional.

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PROJ/IPV/ID&I/002 • Sistema Inteligente de Controlo de Planos Alimentares para Doentes de Alzheimer e Outras Demências

Investigador Responsável: Carlos Augusto Cunha
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Valter Alves
Rui Pedro Duarte

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A doença de Alzheimer manifesta-se por uma perda progressiva da função mental, causada pela degeneração do tecido cerebral, incluindo a perda de células nervosas, a acumulação de uma proteína anormal e o desenvolvimento de tranças neurofibrilares. Os doentes de Alzheimer tornam-se dependentes de outras pessoas mesmo para as tarefas mais básicas. O controlo da alimentação e a hidratação de um doente de Alzheimer é assim uma tarefa muito importante executada pela pessoa que apoia a sua rotina diária, denominada de Cuidador Informal (CI).

Condições de subnutrição, sobrenutrição e desidratação são comuns em pessoas com doenças causadoras de demência, já que a perda da sua autonomia se manifesta também ao nível da sua incapacidade de exprimir necessidades alimentares. Torna-se assim fundamental o apoio de um nutricionista na elaboração e acompanhamento de um plano alimentar alinhado com as necessidades do doente. Este acompanhamento é indubitavelmente um processo que exige do Cl muita disciplina e a habilidade para lidar com possíveis adaptações circunstanciais, como a substituição de alimentos prescritos no plano alimentar por outros equivalentes ou a alteração da quantidade de água consumida em função da temperatura ambiente.

Este projeto aborda o problema da criação e acompanhamento de planos alimentares em doentes com demências como Alzheimer por via da criação de uma solução informática, visando aumentar de forma considerável a qualidade de vida dos afetados. A solução passará por uma aplicação Web que permitirá aos nutricionistas criar os planos alimentares, e uma aplicação móvel para que os CI possam fazer o respetivo acompanhamento e para que recebam notificações relativas à alimentação e hidratação adequada nos momentos devidos, zelando-se assim pelo cumprimento das indicações do nutricionista. Para além disso, a aplicação irá sugerir alternativas aos alimentos do plano que se encontrem indisponíveis. A solução para o controlo da hidratação, por parte da aplicação móvel, será completada com uso de uma garrafa de água inteligente. Outra funcionalidade central à solução é a adaptação dinâmica da administração de água ao doente em função das condições ambientais recolhidas automaticamente por sensores de temperatura e humidade.

Em termos científicos, o projeto contempla a criação de modelos inovadores de adaptação de planos alimentares recorrendo a algoritmos de machine learning e a abordagens de integração, pré-processamento e avaliação da qualidade dos dados recolhidos pelos sensores externos.

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PROJ/IPV/ID&I/005 • iPV with Health Plus: Dinâmicas e estratégias de inclusão para a promoção e literacia em saúde no ensino superior

Investigador Responsável:
Carlos Albuquerque
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa
do CISeD

Isabel Paula Lopes Brás

Entidades financiadoras:
CGD; PV

Este projeto transdisciplinar de investigação-ação prevê o desenvolvimento de dinâmicas e estratégias inovadoras de promoção de saúde alicerçadas num paradigma salutogénico que procura capacitar a pessoa na gestão dos seus recursos de saúde e na melhoria da sua literacia em saúde. Parte de uma necessidade territorial identificada e discutida com os stakeholders locais (profissionais de saúde e comunidade académica) face à inexistência de uma estratégia inclusiva, criativa, dinâmica e concertada de promoção de comportamentos salutogénicos na comunidade discente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV).

Atendendo à experiência da equipa de investigação na conceção e implementação de programas de promoção de saúde e de soluções tecnológicas aplicadas aos cuidados de saúde, esta necessidade foi assumida como uma oportunidade de trabalhar em rede e aproveitar sinergias entre diversos parceiros da área clínica, do ensino e da investigação.

O objetivo principal do projeto “iPV with Health Plus” consiste no desenvolvimento, implementação e avaliação de um programa integrado e institucional de promoção de saúde, criando recursos e estruturas organizacionais para apoiar estes processos junto da comunidade estudantil do IPV.

Estruturado em 10 tarefas complementares, este projeto surge alinhado com as recomendações e desafios plasmados no atual Plano Nacional de Saúde, assente nas mais diversas directrizes internacionais, destacando-se a aposta num sistema de vigilância epidemiológica dos determinantes de saúde, com reforço das estratégias organizacionais e da cultura institucional no domínio da saúde. Assim sendo, suportados por um sólido trabalho em rede entre instituições de ensino superior e cuidados de saúde primários, o projeto “iPV Health+” irá proceder à monitorização dos determinantes em saúde dos estudantes do IPV, à avaliação das suas necessidades em saúde, à criação do um Observatório do Estado de Saúde dos Estudantes do IPV e à criação do Grupo de Promoção da Saúde, promovendo uma atuação integrada, multidisciplinar e multidimensional no domínio da promoção da saúde junto da comunidade estudantil do IPV. Para este desiderato, a equipa de investigação irá também desenvolver e avaliar um programa de intervenção inovador e inclusivo que, com recurso a tecnologias interativas (app), promova, de forma estruturada, a literacia em saúde e os comportamentos saudáveis.

As expectativas de impacto deste projeto superam claramente as questões relacionadas com a produção científica e disseminação do conhecimento. Pretende-se contribuir de forma sustentada, inclusiva e duradoura para a conceção e implementação de respostas organizacionais centradas na promoção de comportamentos salutogénicos, criando interfaces tecnológicos e estruturas que permitam agilizar os processos de monitorização, intervenção e acompanhamento dos estudantes do IPV no âmbito das suas necessidades de saúde, projetando a instituição, desta forma, para um patamar de referência nacional.

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PROJ/IPV/ID&I/019 • WASTECLEAN – Integração de desperdícios agroalimentares ricos em compostos fitoquímicos e bioativos numa agricultura

Investigador Responsável:
José Luís Pereira
Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Isabel Paula Lopes Brás
Maria Elisabete Ferreira Silva
Rui Pedro Duarte

Entidades financiadoras:
CGD; PV

Na última década a agricultura sustentável tem ganho ênfase. Para o desenvolvimento deste tipo de agricultura é necessário a procura de práticas agrícolas que permitam melhorar a produção e reduzir o impacto negativo no ambiente. Uma dessas práticas passa por reutilizar os resíduos da produção agroalimentar. Muitos desses resíduos são ricos em compostos fitoquímicos (lenhinas, celuloses, hemiceluloses e polifenóis) que, quando adicionados ao solo o podem melhorar. Contudo, muitas vezes a aplicação direta desses resíduos ricos em polifenóis. A compostagem é uma prática que poderá resolver essa problemática. Contudo, o processo de compostagem também está associado ao aumento da emissão de gases com efeito de estufa (GEE), embora esta emissão de GEE esteja muito dependente das características físico-químicas dos materiais que são compostados.

Um outro resíduo da produção agroalimentar que quando aplicado diretamente ao solo pode induzir poluição são os efluentes pecuários, em particular o chorume animal. Através deste são libertados para o solo (e posteriormente para as plantas) elevadas quantidades de gene resistentes a antibióticos e há também a presença de vírus da hepatite E. Uma forma de valorizar estes chorumes é fazendo a aplicação de carbonáceos (biochar), pois há indicação de que a aplicação do biochar pode mitigar a transferência destes agentes microbiológicos para o ambiente.

Assim, importa caracterizar os principais subprodutos/resíduos da região, nomeadamente determinar quantidade em polifenóis, taninos, celuloses, hemiceluloses das principais produções agrícolas da região (engaço de uva, rama de oliveira, lenhas de poda, resíduos de brássicas e bróculo, resíduos da produção de castanha, resíduos de planta aromáticas). Avaliar a evolução destes compostos ao longo do processo de compostagem e avaliar também a emissão de GEE e tentar relacionar a emissão de GEE com a composição química dos materiais. Importa também avaliar posteriormente, a aplicação do compostado resultante, no solo, e o se efeito no desenvolvimento e produção de uma cultura hortícola.

Sendo uma região rica em produção animal, importa também valorizar os seus resíduos, nomeadamente a utilização de chorume. É premente utilizar práticas de higienização dos chorumes para evitar contaminações no solo. Assim, propomo-nos avaliar o efeito do biochar como prática de higienização e ao mesmo tempo avaliamos a sua eficácia na redução da emissão de GEE.

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CENTRO-04-3928-FEDER-000028 • Valorização da Fileira do Vinho na Região Centro

Duração: 2020 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Ana Matos
Carlos Quental

Entidades financiadoras:
CENTRO2020; PORTUGAL2020; Fundos Europeus Estruturais e de Investimento

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Promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade laboral. A concessão de apoio ao crescimento propício ao emprego através do desenvolvimento do potencial endógeno como parte integrante de uma estratégia territorial para zonas específicas, incluindo a conversão de regiões industriais em declínio e desenvolvimento de determinados recursos naturais e culturais e da sua acessibilidade.

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