[2019-2022]

PROJ/IPV/ID&I/013 • FZ – Farinha de zângão: Inovar no produto e na proteção da colmeia

Investigador Responsável:
Cristina Isabel Amaro da Costa
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Bruno Morgado Ferreira
Pedro Manuel Reis
José Luís Abrantes

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A produção de insetos tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante para obtenção de fontes alternativas de proteína para alimentação animal e humana. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece o uso de insetos como uma alternativa sustentável de produção animal e recomenda o recurso a insetos como fonte nutricional para animais e para humanos desde 2010. Em Portugal, o sector da produção de insetos tem vindo a crescer, e para além da apicultura tradicional, têm surgido algumas iniciativas para a produção de insetos para alimentação animal e humana, utilizando o grilo ou o tenebrio.

Atualmente, a sobrevivência da abelha doméstica, e da apicultura, depende de forma crítica do maneio adequado das doenças que a afetam, em particular a varroose, uma doença endémica em Portugal que origina graves prejuízos económicos. Apesar de nos últimos anos esta doença ter sido alvo de controlo oficial, com recurso à utilização de métodos químicos, existem também métodos de proteção alternativos que podem utilizados e que apresentam resultados muito satisfatórios, como é o caso da técnica de remoção de quadros de zângão.

Esta técnica consiste na colocação de quadros com cera moldada com alvéolos de zângão no ninho, alvos preferenciais do ácaro e na sua retirada quando os alvéolos se encontrarem operculados. As larvas de zângão removidas através desta técnica, não têm até ao momento qualquer utilização, mas podem ser aproveitadas para alimentação e constituir mais uma fonte de rendimento da colmeia.

Uma forma de aproveitamento das larvas de zângão será através da produção de farinha com elevado teor de proteína de origem animal, rica em fibras e micronutrientes como cobre, ferro, magnésio, manganês, fósforo e zinco que poderá ser utilizada no fabrico de pão, à semelhança do que já é feito com o grilo ou o tenébrio.

Para além dos fatores técnicos que podem comprometer esta inovação, quer ao nível da produção de zângãos quer da sua transformação e aproveitamento, importa compreender o comportamento dos consumidores face ao consumo de insetos e seus produtos, e a sua disposição a pagar, já que em Portugal, este é um setor quase inexistente e o consumo de insetos para fins de alimentação humana não faz parte da dieta mediterrânica.

O projeto ‘FZ – Farinha de zângão: inovar no produto e na proteção da colmeia’ tem, assim, os seguintes objetivos: (1) contribuir para a redução dos prejuízos causado pela varroose e do uso de medicamentos veterinários; (2) aproveitar e valorizar os zângãos para usos alimentares, aumentando o rendimento da atividade apícola e disponibilizando um conjunto de produtos alimentares, à base de farinha de insetos rica em proteína animal; (3) estudar o comportamento do consumidor face ao consumo de insetos e produtos derivados e avaliar os benefícios para o ambiente e saúde pública através da estimação da sua disposição a pagar por estes produtos.

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PROJ/IPV/ID&I/025 • Da ludicidade do videojogo ao desenvolvimento comunicacional da criança com autismo

Investigador Responsável:
Valter Alves
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Valter Alves
Rui Pedro Duarte
Frederico Fonseca
Ana Cristina Bico Matos

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) afeta os seus portadores ao nível do processamento sensorial, condicionando-lhes o desenvolvimento de competências de comunicação e interação social. Contudo, são escassas as ferramentas digitais que permitem estudar esta perturbação. É sabido que crianças com PEA são atraídas pelas tecnologias e nomeadamente por videojogos. O funcionamento previsível e constante dos componentes tecnológicos, o apelo visual e os desafios associados costumam ser muito apreciados. Além disso, é típico que os videojogos permitam que o indivíduo jogue sozinho, o que serve o perfil deste público. A utilização de videojogos por pessoas com autismo tem desempenhado um papel relevante e existem estudos que a correlacionam com um desenvolvimento cognitivo superior. Mesmo assim, as soluções existentes especificamente desenvolvidas para este público têm objetivos explicitamente pedagógicos, comprometendo sistematicamente a vertente lúdica. A presente proposta distancia-se dessa pretensão, focando-se em aspetos puramente lúdicos mas que são desenhados de modo a conferir maior eficácia aos jogadores que adotem comportamentos comunicativos com outros utilizadores. Como parte integrante do projeto, encontram-se especificados diferentes cenários de utilização concebidos de modo a permitir que observadores recolham dados com valor científico, com vista a melhor compreender os distúrbios associados. Em primeira mão, pretende-se analisar a influência da proximidade física entre os jogadores, em diferentes condições de familiaridade e das suas competências relativas. Pretende-se também estudar o impacto da repetição da experiência, tanto em termos do desempenho dentro do jogo como no contributo para o relacionamento entre os participantes e, eventualmente, com terceiros. É também objetivo verificar de que modo a utilização de sistemas de realidade virtual imersivos pode impactar os resultados nos diversos cenários.
Para o desenvolvimento do videojogo serão utilizadas metodologias ágeis, no sentido de o produzir de forma incremental e suportada por testes recorrentes que permitam que vá sendo validado à luz dos objetivos pretendidos. Por via dos parceiros deste projeto, poder-se-á contar com um número muito considerável de potenciais utilizadores, o que se revelará instrumental não só para estes testes como para a qualidade científica dos resultados finais obtidos.

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PROJ/IPV/ID&I/012 • Comunicação e sustentabilidade ambiental: Práticas das cidades e comportamentos dos públicos

Investigador Responsável:
Luísa Paula Augusto
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Luísa Paula Augusto
Sara Santos
Suzanne Amaro

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A responsabilidade ambiental tem assumido uma grande dimensão nos processos de gestão e de comunicação, sendo alvo de preocupação crescente de várias entidades de diferentes setores de atividade. É fundamental que as organizações repensem as suas práticas e comportamentos em relação à proteção do meio ambiente. Os municípios e as cidades reconhecem a necessidade de preocupação com a sustentabilidade das cidades, de forma a proporcionar ambientes seguros, saudáveis e que não ponham em risco o futuro dos cidadãos. Por outro lado, é um dever dos cidadãos adotar comportamentos mais ecológicos, responsáveis em termos ambientais.

A preocupação com a sustentabilidade e responsabilidade ambiental, bem como a comunicação dos territórios, das cidades, sobre os temas e iniciativas de responsabilidade ambiental e o comportamento verde dos consumidores tem despertado o interesse da academia, dando origem a um conjunto de pesquisas.

O presente projeto tem como objetivos analisar se os municípios/cidades desenvolvem práticas impulsionadoras de comportamentos sustentáveis e de que forma as comunicam; perceber que tipo de benefícios as pessoas reconhecem como estimuladores de comportamentos mais sustentáveis nos municípios/cidades e se as pessoas já têm comportamentos sustentáveis. Pretende-se analisar e comparar três países: Portugal, República Checa e Cabo Verde e seis realidades: Viseu (cidade com densidade populacional média e considerada uma das melhores cidades para viver), Lamego (segunda maior cidade do distrito), Oliveira do Hospital (cidade com baixa densidade populacional), Águeda (uma cidade pertencente à sub-região do Baixo Vouga e das mais sustentáveis do país), Praga (cidade europeia, considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis do mundo) e os municípios de Ribeira Grande, Paul e Porto Novo, na Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde (municípios com projeto para o desenvolvimento sustentável).

O projeto compreende o desenvolvimento de estudos através da análise dos materiais de comunicação das cidades/autarquias, da realização de entrevistas (às autarquias e entidades competentes), aplicação de questionários aos munícipes, residentes e turistas das cidades e municípios em estudo.

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PROJ/IPV/ID&I/018 • Avaliação Ambiental de Produtos Sustentáveis na Indústria Transformadora de Granitos (AAPSITG)

Investigador Responsável:
Maria Elisabete Silva
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Maria Elisabete Silva
Isabel Brás
José Vicente
Idalina Domingos

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A indústria associada ao setor de construção tem um impacte ambiental importante, principalmente associado ao esgotamento dos recursos naturais e à produção de resíduos. É um fato que os recursos minerais e outros materiais terão um fim anunciado na natureza num futuro próximo. Uma indústria relacionada com este setor é a produção de bancadas como parte integrante do mobiliário de cozinha e casas-de-banho, que utiliza minerais como matéria-prima. Assim, o desenvolvimento de produtos sustentáveis relacionados com esta produção é necessário e muito importante para minimizar o impacte ambiental. A produção sustentável analisa como os produtos podem trazer benefícios económicos para as empresas e, ao mesmo tempo, proporcionam benefícios ambientais e sociais para a sociedade em geral. O produto sustentável (PS) visa equilibrar as contribuições dos produtos para o lucro triplo (economia, sociedade e ambiente), criando assim valores múltiplos e compartilhados para as diferentes entidades envolvidas. Uma definição geral de um PS poderia ser: um produto projetado, fabricado, usado e descartado de acordo com critérios de eficiência económica, ambiental e social, que maximizam os benefícios líquidos entre gerações, minimizando o impacte durante o ciclo de vida. A avaliação do ciclo de vida (AVC) é uma das ferramentas analíticas mais importantes para fornecer a base científica de soluções de engenharia para a sustentabilidade, tanto durante a fase de projeto (eco-design) quanto durante todo o ciclo de vida. Com a aplicação da ACV, é possível otimizar os aspetos desde a extração de matérias-primas até a disposição final dos resíduos. A aplicação da ACV não atende apenas às exigências dos consumidores por produtos ecologicamente corretos, mas também aumenta a produtividade e a competitividade dos produtos sustentáveis. Em resumo, pode-se afirmar que a aplicação da ACV é fundamental para a sustentabilidade e melhoria dos produtos sustentáveis no âmbito das atividades industriais de produção de bancadas. Este setor será o foco do presente estudo, pelo que será aplicada a ACV a um novo produto de bancada, o qual é produzido utilizando como matérias-primas os resíduos resultantes do processo tradicional de produção de bancadas, comparando com o produto tradicional. Deste modo, pretende-se certificar a sua sustentabilidade, pelo que será elaborada a respetiva declaração ambiental do produto. Este produto pode ser considerado como um Eco-Produto, uma vez que incorpora resíduos ou subprodutos resultantes da produção de bancadas na sua composição. As 4 fases principais da metodologia de ACV serão implementadas, como a definição de objetivos e âmbito, análise de inventário, avaliação de impacte e interpretação dos resultados para este novo material, comparando com o produto tradicionalmente produzido nas fábricas colaborativas do presente projeto.

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PROJ/IPV/ID&I/007 • Sistema Inteligente de Controlo de Planos Alimentares para o Desporto

Investigador Responsável:
Carlos Cunha
Duração: 2019 – 2022

Membros da equipa do CISeD
Rui Pedro Duarte
Valter Alves

Entidades financiadoras:
CGD; PV

A recente explosão na procura de atividades desportivas, motivada por um aumento generalizado da perceção da importância de manter a boa forma física, por campanhas especificamente dirigidas ao combate ao sedentarismo, e pelas oportunidades criadas pela divulgação de modalidades desportivas menos conhecidas, trouxe para primeiro plano questões fundamentais como a correta nutrição dos seus praticantes. As várias instituições ligadas à prática de atividade física que entretanto floresceram, têm vindo a integrar estas preocupações no âmbito da sua atuação, incluindo por via dos seus nutricionistas.

Para um nutricionista, a elaboração e acompanhamento de um plano alimentar alinhado com as necessidades do indivíduo apresenta dois problemas importantes: 1) a obtenção de dados biométricos, hábitos alimentares e os consumos energéticos, para a criação do plano alimentar, e 2) o acompanhamento da execução e a adaptação dinâmica do plano alimentar.

A nutrição desportiva é uma das áreas mais complexas da nutrição, uma vez que requer a observação de um conjunto de métricas bastante abrangente, englobando os aspetos físicos do atleta, a sua atividade física e os seus hábitos alimentares. A utilização de dispositivos de medição para determinados parâmetros da atividade física representa uma prática comum dos atletas. A integração dos dados recolhidos automaticamente por esses dispositivos com outros dados não observáveis diretamente, como é o caso dos hábitos alimentares e das métricas subjetivas, são uma vertente da complexidade da criação de um registo global que possa ser utilizado pelo nutricionista durante a elaboração do plano alimentar. Também, numa fase posterior à da elaboração do plano alimentar, poderá surgir a necessidade de o adaptar. Por exemplo, as variações de temperatura ou de intensidade física podem implicar alterações momentâneas das necessidades energéticas ou de hidratação de um indivíduo. Em tais situações, os dados recolhidos pelos dispositivos poderiam ser usados para ajustar dinamicamente o plano e enviar alertas, informando o desportista da necessidade de ingerir alimentos ou água no momento certo.

Os objetivos deste projeto incluem a criação de a) uma aplicação Web em que o nutricionista possa registar e acompanhar planos alimentares e b) uma aplicação móvel destinada aos desportistas, que possa recolher dados fornecidos pelos dispositivos inteligentes ou introduzidos manualmente, e onde se possa consultar o plano alimentar e receber notificações. Em termos científicos, o projeto contempla a criação de modelos inovadores de adaptação de planos alimentares recorrendo a algoritmos de machine learning e a abordagens de integração, pré-processamento e avaliação da qualidade dos dados recolhidos pelos dispositivos externos.

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